2 de mai de 2018

Jornal da Vida destaca as Histórias de Baixa Visão

Reportagem veiculada em 30 de abril 2018 pela Rede Vida em rede nacional.


Teco Barbero lança livro ‘Histórias de Baixa Visão’ em Sorocaba

O jornalista e fotógrafo lançou em 28 de abril de 2018, no Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS), o livro ‘Histórias de Baixa Visão’ que é escrito por 17 autores com baixa visão e 2 que trabalham com pessoas com essa deficiência. O projeto tem o objetivo de dar visibilidade às pessoas com baixa visão e levar o leitor a entender através das histórias de cada autor as diferentes necessidades desse público tão variado.

Em Sorocaba, o lançamento foi patrocinado pelo grupo Abrão Reze e contou com três autores a jornalista e organizadora do livro Mariana Baierlei, a geóloga Ariane Bernardes e o único sorocabano o jornalista e fotógrafo Teco Barbero.

O evento iniciou com sessão de autógrafos, seguida de uma palestra na qual os três autores contaram um pouco sobre seus capítulos e como o livro teve início, depois um bate-papo com o público que também contou suas experiências com a baixa visão.

O lançamento foi uma das atrações da exposição Olhar Sensível, que reuniu 13 fotos feitas por alunos com deficiência visual impressas em papel museológico e em 3D onde o público pode tocar e sentir as pranchas táteis e ouvir a audiodescrição e relatos dos autores das obras.

O evento foi documentado pela primeira cinegrafista cega do Brasil, Micheli Correia, que fez o vídeo documentário e você vai acompanhar aqui no blog tudo sobre esse evento.














25 de abr de 2018

Obra “Histórias de Baixa Visão” será lançada em Sorocaba dia 28 de abril


Após o sucesso nos lançamentos em Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Aracaju, o livro “Histórias de Baixa Visão” – organizado pela jornalista Mariana Baierle – chega a Sorocaba/SP, no dia 28 de abril (sábado). O evento faz parte do projeto “Olhar Sensível”, em que Teco Barbero – um dos autores do livro – ministrou oficina de fotografia que deu origem à exposição. A atividade acontecerá no Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (avenida Doutor Afonso Vergueiro, 280 – Centro). Na ocasião estarão presentes três escritores da obra: a geóloga Ariane Bernardes, a jornalista e organizadora Mariana Baierle e o fotógrafo e jornalista Teco Barbero. Haverá sessão de autógrafos e bate-papo com o público, onde os autores irão compartilhar suas experiências sobre o tema da baixa visão e questões pertinentes ao livro. Esse evento tem o patrocínio do Grupo Abrão Reze.

O evento marca o fim da etapa de lançamentos nas cidades onde residem os autores e o início de um novo projeto. “Histórias de Baixa Visão” é uma coletânea de 19 autores que retratam suas perspectivas de ser e estar no mundo a partir da ótica da baixa visão. O título foi lançado oficialmente no dia 18 de novembro de 2017 na Feira do Livro de Porto Alegre e, desde então, vem percorrendo o país.

O livro dá visibilidade às questões relativas à deficiência visual, em especial à baixa visão. São trazidos relatos biográficos e crônicas de 19 autores. A partir da obra é possível entender que a baixa visão é uma maneira muito própria de enxergar e de se relacionar com o mundo, o que coloca os autores – assim como uma grande parcela da população – em uma posição intermediária entre a cegueira e a visão dita “normal”.

Em todo o Brasil existem 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Desse total, conforme o último Censo do IBGE, apenas 500 mil são cegas. Os outros seis milhões de indivíduos têm baixa visão, ou seja, um nível de visão inferior a 30%. A pessoa com baixa visão possui um resíduo visual bastante útil em diversas situações cotidianas, não sendo nem uma pessoa que enxerga normalmente, nem uma pessoa cega.

Para aquisição do livro

A obra será comercializada no dia do evento, com pagamento apenas em dinheiro. É possível adquiri-la diretamente pelo site da Editora CRV em qualquer parte do país, nos formatos impresso ou digital:

https://editoracrv.com.br/produtos/detalhes/32599-historias-de-baixa-visao



SERVIÇO:
O quê: Lançamento do livro Histórias de Baixa Visão em Sorocaba/SP e bate-papo com os autores Ariane Bernardes, Mariana Baierle e Teco Barbero

Quando: 28 de abril (sábado)

Local:: Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba - Avenida Doutor Afonso Vergueiro. 280 – Centro – Sorocaba/ SP
Horário: 10h

Autores do livro: Mariana Baierle (organizadora), Adenirce Davi, André Werkhausen Boone, Ariane Kravczyk Bernardes, Fernanda Cristina Falkoski, Fernanda Shcolnik, Franciele Brandão, Gabriel Pessoa Ribeiro, Gilberto Kemer, Grazieli Dahmer, Heniane Passos Aleixo, Maicon Tadler, Manoel Negraes, Marilena Assis, Rafael Braz, Rafael Faria Giguer, Rafael Martins dos Santos, Renato D’Ávila Moura e Teco Barbero.

Apoio: Associação de Cegos do RS (ACERGS), Faders – Acessibilidade e Inclusão, Porta da Toca Estúdio e Som da Luz

Facebook: Livro Histórias de Baixa Visão

Grupo Abrão Reze apoia Histórias de baixa Visão


descrição da imagem: logomarca do grupo Abrão Reze que tem este nome escrito em letras pretas e abaixo os símbolos da Volkswagen, Audi e Hyundai. Abaixo, desde 1945
Fim da descrição.

Os autores do livro Histórias de baixa Visão agradecem ao apoio do grupo Abrão Reze ao evento de lançamento da obra na cidade de Sorocaba/SP, que acontece no próximo dia 28 de abril. A empresa demonstra uma grande preocupação com a temática da acessibilidade e respeito às pessoas com deficiência, servindo como exemplo para que outras organizações também invistam em Responsabilidade Social. Através desta parceria está sendo viabilizado o transporte terrestre dos autores que chegarão ao município de São Paulo até a cidade de Sorocaba, o coquetel , o registro fílmico do lançamento do livro e da exposição Olhar Sensível, idealizada pelo fotógrafo e jornalista Sorocabano Teco Barbero.

Reforçamos o convite para o lançamento no dia 28 de abril, , a partir das 10h00 no Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba. estarão presentes para os autógrafos dos livros Ariane Kravczyk, Mariana Baierle e Teco que também realizaram um bate-papo com o público.



17 de abr de 2018

Teco Barbero ministra palestra na Uniesp em Sorocaba

O jornalista e fotógrafo ministrou a palestra 'Inclusão por meio da fotografia' a mais de cem alunos do curso de Pedagogia, na qual conta sua história de vida e como a fotografia o ajudou a estar mais incluído na sociedade e como foi sua inserção nos estudos básicos até a faculdade.
Os estudantes viram na prática como é fotografar sem o uso da visão e entenderam a importância da valorização dos outros sentidos do corpo.








12 de abr de 2018

Teco Barbeiro cobre apresentação do dispositivo Orcam em Sorocaba

O jornalista e fotógrafo Teco Barbero, em parceria com o Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS), promoveu dentro da exposição ‘Olhar Sensível’, na terça-feira (10/04), a apresentação do dispositivo de tecnologia assistiva OrCam MyEye, que permite às pessoas com deficiência visual cegas ou com baixa visão terem mais autonomia para a leitura de impressos como livros, jornais, revistas e cardápios, além de fazer reconhecimento facial e de cores.
O evento, no período da tarde, foi para apresentação individual do aparelho às pessoas com deficiência visual, quando elas puderam testar o produto em diversas situações como leitura, reconhecimento de cores e facial.
À noite, uma palestra ministrada pelo representante da empresa importadora do aparelho, Dorom Sadika, permitiu a profissionais de empresas, da educação e a população compreenderem o dispositivo e fazer perguntas.
A emoção tomou conta de algumas pessoas que fizeram a experiência com o OrCam, pois puderam reviver o hábito da leitura de livros antes que perdessem a visão.


 OrCam com flash aceso
Dorom Sadika sentado ao lado de Renato Okamoto que usa o OrCam que reconhece uma nota de 20 Reis








Carla Lima sente nas mãos o OrCam enquanto é mostrado por Ana Patrícia
A emoção foi grande desta ex professora ao ler um livro novamente

Dorom Sadika e Heuvecio
Humberto Zambetti mostra as funções do OrCam para a leitura.
Teco Barbero usando o OrCam acoplado em uma armação de óculos

A esquerda Humberto Zambetti diretor da Mais Autonomia, ao centro Teco Barbero testando o OrCam lendo o livro Histórias de Baixa Visão e a direita senhor Heuvecio presidente do SENAI de Itu
 Dorom Sadika em pé ministra a palestra
Pessoas assistem a palestra do OrCam
Dorom Sadika diretor da Mais Autonomia em palestra no MACS

8 de abr de 2018

Vídeo da cobertura do encerramento do curso Olhar Sensível

Mais um trabalho concluído.
Projeto promovido pelo Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba e patrocinado pelo Ibermuseus, que reuniu 13 alunos com deficiência visual que  aprenderam a fotografar sem a visão. O curso foi ministrado pelo jornalista e fotógrafo com baixa visão Teco Barbero.

https://youtu.be/BUxKNDWlqow

Para conhecer outros trabalhos acesse:
tecobarbero.blogspot.com/

Fã page:
https://m.facebook.com/olhardiferenteoficial/

Se inscrevam no canal, ativando o sininho para manter as notificações.

Créditos:
Edição de filmagem: Douglas guerreiro.
Filme / narração: #CinegrafistaCega #MicheliCorreia.
Reportagem: #JornalistaeFotógrafoCego #Teco barbero.


21 de mar de 2018

Teco Barbero concede entrevista à Rádio MEC (RJ)

O jornalista Teco Barbero concedeu entrevista ao vivo, nesta terça-feira (20/03), às Rádio MEC, do Rio de Janeiro.
Ele participou do quadro "Atitude Inclusão", que foi ao ar às 9h30 e falou sobre o lançamento, em Sorocaba, do livro Histórias de Baixa Visão e sobre a exposição Olhar Sensível, além de seu trabalho com fotografia e inclusão.

18 de mar de 2018

OBRA “HISTÓRIAS DE BAIXA VISÃO” SERÁ LANÇADA EM SOROCABA DIA 28 DE ABRIL

Após o sucesso nos lançamentos em Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Aracaju, o livro “Histórias de Baixa Visão” – organizado pela jornalista Mariana Baierle – chega a Sorocaba/SP, no dia 28 de abril (sábado). O evento marca o encerramento da exposição “Olhar Sensível”, em que Teco Barbero – um dos autores do livro – ministrou oficina de fotografia que deu origem à exposição. A atividade acontecerá no Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (avenida Doutor Afonso Vergueiro. 280 – Centro). Na ocasião estarão presentes três escritores da obra: a geóloga Ariane Bernardes, a jornalista e organizadora Mariana Baierle e o fotógrafo e jornalista Teco Barbero. Haverá sessão de autógrafos e bate-papo com o público, onde os autores irão compartilhar suas experiências sobre o tema da baixa visão e questões pertinentes ao livro.

O evento marca o fim da etapa de lançamentos nas cidades onde residem os autores e o início de um novo projeto. “Histórias de Baixa Visão” é uma coletânea de 19 autores que retratam suas perspectivas de ser e estar no mundo a partir da ótica da baixa visão. O título foi lançado oficialmente no dia 18 de novembro de 2017 na Feira do Livro de Porto Alegre e, desde então, vem percorrendo o país.

O livro dá visibilidade às questões relativas à deficiência visual, em especial à baixa visão. São trazidos relatos biográficos e crônicas de 19 autores. A partir da obra é possível entender que a baixa visão é uma maneira muito própria de enxergar e de se relacionar com o mundo, o que coloca os autores – assim como uma grande parcela da população – em uma posição intermediária entre a cegueira e a visão dita “normal”.

Em todo o Brasil temos 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Desse total, conforme o último Censo do IBGE, apenas 500 mil são cegas. Os outros seis milhões de indivíduos têm baixa visão, ou seja, um nível de visão inferior a 30%. A pessoa com baixa visão possui um resíduo visual bastante útil em diversas situações cotidianas, não sendo nem uma pessoa que enxerga normalmente nem uma pessoa cega.

Para aquisição do livro:
A obra será comercializada no dia do evento, com pagamento apenas em dinheiro. É possível adquirí-la diretamente pelo site da Editora CRV em qualquer parte do país, nos formatos impresso ou digital:
https://editoracrv.com.br/…/…/32599-historias-de-baixa-visao

Facebook:
www.facebook.com/historiasdebaixavisao

SERVIÇO:
O quê: Lançamento do livro Histórias de Baixa Visão em Sorocaba/SP e bate-papo com os autores Ariane Bernardes, Mariana Baierle e Teco Barbero

Quando: 28 de abril (sábado)

Local:: Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba - Avenida Doutor Afonso Vergueiro. 280 – Centro – Sorocaba/ SP

Horário: 10h

Autores do livro: Mariana Baierle (organizadora), Adenirce Davi, André Werkhausen Boone, Ariane Kravczyk Bernardes, Fernanda Cristina Falkoski, Fernanda Shcolnik, Franciele Brandão, Gabriel Pessoa Ribeiro, Gilberto Kemer, Grazieli Dahmer, Heniane Passos Aleixo, Maicon Tadler, Manoel Negraes, Marilena Assis, Rafael Braz, Rafael Faria Giguer, Rafael Martins dos Santos, Renato D’Ávila Moura e Teco Barbero

Apoio: Associação de Cegos do RS (ACERGS), Faders – Acessibilidade e Inclusão,Porta da Toca Estúdio e Som da Luz

Facebook: Livro Histórias de Baixa Visão

Contatos para imprensa:
Organizadora da obra:
Fone/ whatsapp: 51 98433 7368
mariana.baierle@uol.com.br
Contato em Sorocaba/SP:
Teco Barbero (fotógrafo e um dos autores do livro)
Fone/ whatsapp: (15) 98118 8707
Email: tecobarbero@gmail.com

Disponível em formato impresso e digital: adquira o livro através do site da Editora CRV no link https://editoracrv.com.br/produtos/detalhes/32599-historias-de-baixa-visao

#pratodosverem #descriçãodaimagem
A foto horizontal mostra oito exemplares do livro "Histórias de Baixa Visão". Há pequenas sobreposições de algumas capas em relação às outras.
Na parte superior da imagem, cinco exemplares estão dispostos lado a lado em posição vertical, com as capas viradas para frente.
Na parte inferior da imagem, três exemplares estão dispostos lado a lado em posição horizontal, com as capas viradas para cima. Das capas destes três últimos exemplares, aparece somente a metade superior.
A capa do livro "Histórias de Baixa Visão" tem o verde escuro como cor de fundo. Do topo para a base, a tonalidade do verde fica gradualmente mais clara.
Na metade superior da capa, alinhado à esquerda, o título da obra está escrito em letras maiúsculas. "HISTÓRIAS DE" está na primeira linha e "BAIXA VISÃO", na segunda. Também alinhado à esquerda, na metade inferior da capa, em fonte menor e em letras maiúsculas está escrito "MARIANA BAIERLE" e, abaixo, em letras minúsculas e entre parênteses está escrito "(organizadora)". Todas essas informações estão escritas em letras brancas.
Na base da capa, centralizado, aparece o logotipo da editora Moura S.A. Ele é representado por um círculo verde que contorna um "M" maiúsculo sobre o nome "MouraSA".

Créditos da imagem
Foto: Francine Selbach
Descrição: Rafael Braz

14 de mar de 2018

LANÇAMENTO LIVRO HISTÓRIAS DE BAIXA VISÃO EM São PAULO



Olhar Diferente
cinegrafista cega Micheli Correia Cobre o lançamento do LIVRO HISTÓRIAS DE BAIXA VISÃO em São Paulo  na Livraria da Vila.

Teco Barbero fotografa exposição da NASA na FACENS


O jornalista e fotógrafo Teco Barbero cobre o evento Science Days na Faculdade de Engenharia de Sorocaba
Um projeto que convida alunos de escolas de Sorocaba e região para participarem de várias atividades relacionadas a engenharia e a NASA.
Teco teve a oportunidade única de tocar nos modelos e assim fotografar já que não é permitido o toque nas peças.
As fotos mostram dois modelos de nave espaciais e um modelo de astronauta tudo em plástico duro.






12 de mar de 2018

As histórias de um fotógrafo e de uma cinegrafista com deficiência visual


Observatório da Imprensa
TELEJORNALISMO > UMA ATITUDE PIONEIRA NO JORNALISMO
Por Renato D'Ávila em 14/11/2017 na edição 966

Michele Correia segura a câmera em uma das filmagens. (Foto: Bruno Andrade/Standard YouTube License)

Luz câmera e ação, através do olhar da primeira cinegrafista cega brasileira. Michele Correia e seu colega Walter Barbero, também conhecido por Teco Barbero, é jornalista e fotógrafo, ambos revelam como é possível registrar com as câmaras para dar sentido às coberturas cinematográficas com novo olhar.

Tudo parecia uma brincadeira de criança para a paulista residente em Moji Mirim (SP) que trabalha como cinegrafista desde 2009. Iniciou seu trabalho com as câmeras, mesmo sem estas possuírem nenhuma adaptação. São câmaras como as utilizadas por qualquer profissional apaixonado por imagem de qualidade.

“Começou na minha infância quando eu ia para escola, registrava todos os momentos em áudio, levava meus gravadores antigos e enormes com fita cassete e registrava as aulas e as brincadeiras. Meu primeiro contato com a câmara foi quando participamos de uma matéria e eu muito curiosa por conhecê-la, o repórter me convidou para tocar no tripé que era muito alto e eu pequena, não alcançava o equipamento”, revela Michele encantada pela magia da filmagem desde a infância.

Tempos depois a menina que fazia imitações do programa Aqui Agora, com Gil Gomes, havia despertado a paixão pelo mundo das imagens, mesmo diante da escuridão dos olhos. As mãos desvendavam formas de captar o que descobria com os outros sentidos em cada ambiente. Aos poucos, tudo era capturado pela câmara.

“Na adolescência tive a oportunidade de utilizar uma câmera VHS profissional que era do pai de um amigo meu, em uma reunião entre amigos, onde decidimos brincar com o equipamento que o pai dele pouco usava. Estávamos com as duas irmãs no quarto e fizemos a transmissão na TV da sala da casa. Todos com medo de filmar, mas eu disse que conseguia e coloquei a câmera que estava com problema no fio, fiquei tomando choque no ombro e usei as percepções que eu já tinha desde criança para realizar a filmagem”, relembra Michele.

Teco Barbero é paulista e bastante conhecido em outras cidades pela sua profissão. Trabalha com os cliques através da sua percepção e sempre foi aproximado por máquinas, registrando cada movimento nas coberturas de eventos esportivos. Entre seus principais trabalhos, estão os ensaios fotográficos com atletas paralímpicos do Rio 2016, a convite da revista Isto É.

“Tocado pelo filme ‘Janela da Alma’, e por um colega da faculdade que me estimulou no foto jornalismo, surpreendia a todos com os resultados das minhas fotos. O curso de fotografia durou seis meses, finalizei quando iniciei a disciplina na faculdade e me serviu de pauta nos registros iniciais, permitindo unir a prática com as teorias”, explicou Teco.

Michele e Teco se conheceram pelas redes socais. “Fiquei bastante emocionada ao assistir um documentário com Teco e para minha surpresa ele me adicionou nas redes sociais de imediato. Fez uma série de perguntas sobre os truques para filmar. Um dia me convidou para uma palestra dele e me pegou de surpresa, ao revelar que a palestrante seria eu; gelei, pois nunca havia feito nada parecido, mas com alguns toques dele me lancei no desafio e foi maravilhoso”, afirma Michele.

A bagagem do amigo que já participou de coberturas jornalísticas, eventos, palestras e cursos de fotografia às cegas registrados em seu blog, estimulou Michele a seguir na área, conquistar espaço na grande mídia e a buscar um mestre da cinegrafia para ampliar seu leque de técnicas adquiridos em um curso de seis meses.

“Nós sentimos as sombras. Se a pessoa que enxerga, fechar os olhos por quinze minutos e colocar a mão na frente, irá sentir estas sombras. Cada um tem seu nível de percepção, as minhas são à distância. Graças a estas percepções, conseguia saber a altura das pessoas, tamanho e largura dos objetos e posicionar a câmera na mão. Seguro o meu punho com a outra mão. Também descobri algumas técnicas com um amigo empresário que é apaixonado por cinegrafia, a quem devo bastante”, declarou Michele Correia.

Seja através do som, da vivência ou do pouco resíduo visual, os comunicadores da inclusão demonstram que a oportunidade é fundamental para atuar nos meios de comunicação, vencer barreiras e limites com técnicas e conhecimentos específicos. Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo é necessário avançar dentro da grande mídia brasileira, abrindo novos horizontes para a comunicação com um público cada vez mais consumidor. A diversidade de sentidos, torna-se o diferencial dessa diversidade humana para esses novos comunicadores da inclusão.

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Renato D’Ávila Moura é jornalista, pós-graduado em comunicação, marketing e web jornalismo. Atuou na TV Sergipe, SEJESP, entre outros.

11 de mar de 2018

"Uma exposição para sentir".

Assista o Vídeo de entrevista de Teco:

10 de mar de 2018

"Olhar sensível"

Jornal Cruzeiro do Sul
10/03/2018


Siron Cesar Pacheco Pereira e Teco Barbero - SAGA/ DIVULGAÇÃO


Marta Mota, José Neto e Jeanne Rangel - SAGA/ DIVULGAÇÃO


Sérgio Figermann e Edan Shoren - SAGA/ DIVULGAÇÃO 


Carla Aparecida de Lima e Maria Serra de Lima - SAGA/ DIVULGAÇÃO 


Ed Wilson - SAGA/ DIVULGAÇÃO 


Maristela Alves Lima Honda e Carlos Alberto de Souza - SAGA/ DIVULGAÇÃO 


Fabiana e Fernanda Zamuner - SAGA/ DIVULGAÇÃO 


Maria Inês Moron Pannunzio e Marilda Furokawa - SAGA/ DIVULGAÇÃO 


Antonio Carlos Sampaio - SAGA/ DIVULGAÇÃO 




Com o apoio da Associação Sorocabana de Atividades para Deficientes Visuais (Asac), o Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (Macs) recebeu 13 pessoas, com diferentes graus de deficiência visual, que passaram por um processo de sensibilização fotográfica de conteúdo teórico e prático, produzindo fotos sobre diversos temas, como objetos, retratos e paisagens. O resultado do projeto está em exposição e pode ser conferido até o dia 28 de abril no museu, que fica ao lado da antiga Estação Ferroviária Sorocabana.

Inédita em Sorocaba, a mostra "Olhar sensível" traz uma verdadeira experiência tátil e audiodescritiva para os mais diversos públicos. "Não é uma exposição para ver, mas uma exposição para sentir", destacou Teco Barbero, jornalista e fotógrafo com baixa visão, orientador do projeto.

Entre outras atividades, os participantes fotografaram, com máquinas cedidas pela empresa Weprint, objetos com os quais possuem alguma ligação afetiva, que foram impressos de duas formas diferentes: em papel museológico e tridimensionalmente em impressora 3D, do FabLab da Facens. Compõe também a exposição a apresentação de um vídeo produzido por Micheli Correia, a primeira cinegrafista cega do Brasil. "A mostra é para pessoas com deficiência visual, mas também para que videntes possam conhecer e entender um pouco desse universo", completou Teco.

Integram a mostra as imagens produzidas por Carla Aparecida Lima, Carla Cristina Luna da Silva, Edi Wilson Akira Nagatomo, Giovanna Garcia Guerreiro, Iara Cordeiro, Iraci Aparecida Gomes, Ivone Aparecida Almeida, Jean Carlos da Silva Lima, Luis Carlos Domingues, Luiz Carlos Queirós Junior, Marcia dos Santos Lelis, Márcio José de Lima e Priscila Lopes de Castro, além de um retrato produzido por Pablo Di Giulio, de Evgen Bavcar, o mais importante e respeitado fotógrafo cego do mundo, quando em uma visita dele à Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Premiada na VIII edição do Prêmio Ibero-americano de Educação e Museus, um dos mais importantes da museologia em toda a América Latina, a exposição "Olhar sensível" conta com o incentivo do ProAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Estado da Cultura.

Assim como na abertura da exposição, que aconteceu no último dia 3, sábado, todas as quartas-feiras, uma pessoa com deficiência visual e um instrutor cultural, todos educadores treinados, orientam o público na exposição. Quem se interessar pode vivenciar a experiência da não visão ao receber uma máscara para sentir a sensação, sempre acompanhado dos mediadores. A exposição segue até 28 de abril, com entrada gratuita e aberta a todos, no galpão do museu, e pode ser vista de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados e feriados das 10h às 15h. A entrada é gratuita.

https://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/867084